domingo, março 30, 2008

quando me prometeste eternidade, eu sabia que mentias, contudo, sorri. deixei-me embalar num futuro que se mostrava demasiado próspero, numa prespectiva que ambos criámos e que me parecia inquebrável. que fui eu fazer? porque fui eu acreditar? deixei-me devorar pela pormenorizada perfeição que nos construíu, pela aparente realidade de que nada se opunha à nossa vontade. ai, as aparências, há tanto a dizer sobre as aparências! quem me mandou confiar na sorte amor, quem? por mais que quisesses, eu sei que não podias combater contra o destino, ou lá como se chama esse não sei quê que nos traiu. ainda bem que não fui eu quem teve nas mãos o papel de decidir, pois sei que não aguentaria partir sem te avisar. hoje sei o quão melhor foi guardar o nosso eterno sorriso, ao invés de lembrar eternamente o amargo sabor da despedida. felizmente, foi a ti que coube escolher, pois quando me disseste até amanhã já sabias que, para nós, o amanhã nunca chegaria.

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