terça-feira, março 18, 2008

tu eras demasiado impassível para ter sonhos, e eu fraco demais para sonhar sem enlouquecer. tu sabias que me amavas mas escondias, enquanto eu sorria ao som das palavras que tomavas como inúteis. tu sabias que eramos felizes demais, sabias que as nossas diferenças se completavam, mas fingias não querer saber: fazias-me chorar quando eu menos merecia, dizendo-me que pouco te importava a minha vontade. desaparecias quando eu te precisava, magoavas-me e não te redimias. rias-te de mim. (...) hoje sei que sempre quiseste saber, só não permitiste que eu o soubesse. odiavas-me por ter invadido a tua alma impenetrável e, simultaneamente, amavas cada pedaço do meu corpo e cada contorno da minha personalidade! não imaginas como fiquei surpreendido ao ver-te chorar, imperturbável coração, enquanto relembravas os dias que eu dizia serem nossos. e já não são.

1 comentário:

Ana Monteiro disse...

Perfeita crente que cresce em cada palavra escrita.

Adorável, sem dúvida.

<3