abrando o passo quando a minha vista te alcança e deixa-me louco o jeito frenético com que esperas por mim. reparo em como estás linda, com esse vestido branco cintado, o cabelo solto, meio despenteado, e a expressão do teu rosto tão impaciente. desço as escadas, beijo-te a testa, a face, a boca. digo que te amo e tu não dizes nada. mas eu sei. gostas de me envolver nos teus jogos complexos, de me torturar, de me por doido! olha para mim... sou quase o oposto do homem dos teus sonhos, desleixado, desengonçado, o chamado pãozinho sem sal. às vezes penso no que viste em mim, depois caio em mim e percebo que não viste nada. tu estavas tão feliz, acomodada na cegueira da tua paixão, beijavas-me com entusiasmo, eras enérgica, delicada e uma pequena palavra derretia-te. hoje finges que nada te toca. desejas-me como no primeiro dia e o teu elitismo obriga-te a recusar o prazer.
1 comentário:
Verdades e mentiras.
Realidade, apenas.
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