meses mais tarde, lá estavas tu. preservavas no olhar a mesma opacidade e só no teu matreiro sorriso soube ver a perenidade do romance, da peripécia, do não sei quê que vivi contigo. quanto a mim, bem, quanto a mim podia usar graciosos vocábulos contando como se mantinha inocente o meu rosto, como brilhavam os meus olhos à medida que sentia de novo o gosto dos teus lábios e o toque do teu corpo contra o meu corpo. mas sei lá eu o que senti! sei lá eu o que senti ao reviver algo tão patético, tão desconforme, tão belo quanto a nossa paixão
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