sexta-feira, janeiro 09, 2009

o relógio voltava a assumir o seu lento compasso. o silêncio tornava a ser o eco da tua voz. era mais uma noite de insónias em que não dormias ao meu lado, mais uma entre tantas. contudo, esta chegou quando julguei que mais nenhuma chegaria, por já não te precisar. talvez tenha sido o louco dos meus dias, o novo apartamento e o novo emprego na metrópole. sim, foi o louco dos meus dias, foi ele quem me deixou sem tempo para sentir a falta que me fazes. mas naquele dia o tempo não passava, era mais uma noite de insónias em que não me acariciavas a face relembrando-me de como te faço feliz. e doía. doía porque tu estavas nos braços dela, estonteando-a com loucas palavras de paixão, descobrindo cada milimetro daquele corpo que hoje já sabes de cor. e enquanto tu revivias o amor, eu escrevia sobre ele. porque as palavras são o asilo de quem não tem mais ninguém

2 comentários:

Ana Monteiro disse...

Rita, sempre a mesma! Aquela que me conquista em quase, se não, todos os textos! <3

Anónimo disse...

é interessante ler os teus textos 'do relógio', a sequência deles, como voltas a eles, é interessante