segunda-feira, agosto 31, 2009

pedi-te que dormisses a meu lado e sei que não houve vazio, nem desconforto, nem saudade que me despertasse desejo de regressar a casa. é certo que são escassas as recordações que tenho dessa noite: nem palavras que tenhamos trocado, nem um sorriso que te tenha oferecido. mas lembro-me do cheiro do meu lar, oriundo da segurança dos teus braços, e de um vulto de um sonho. esse sonho, minha querida, sei ter-to contado na seguinte madrugada, por saber que os frutos da minha inconsciência, tantas vezes associada à desordem, são bem mais decifráveis que a racionalidade do meu quotidiano. confrontada com isto não discordas, mas dizes-me que nada é mais prazeroso que decifrar o meu olhar translúcido, líquido sempre que te abro o meu coração... ainda que, pela ideia de habitualidade, sempre não seja a palavra mais acertada

5 comentários:

Ana Monteiro disse...

E não fosse outra coisa senão refúgio do que se sente!

*

Anónimo disse...

Há imenso tempo que não escreves miúda, estás forte? És forte? A vida tente tornado cada vez mais forte? Tão forte que já não precisas da força que as palavras te dão?

mywordplays disse...

ou talvez já não tenha força para dar às palavras. e olha que as palavras, por si só, não valem nada...

Anónimo disse...

é verdade, quando não têm razão de ser mais valem não ser escritas. não há pior do que palavras oucas.

mywordplays disse...

é. mas não queres falar de palavras ocas, pois não?